Num dia bem quente de Vérão estava um rapazinho maroto no meio do deserto. Num deserto quente, sem paragem (e apenas miragem) no dia mais quente de sempre. Ele apenas sonhava com um copo (por mais pequeno que fosse) de água.
De repente, e do meio do nada, uma mulher sai de um cacto. A mulher era tão brilhante que apenas se notava um fiozinho dos seus cabelos castanhos claros e os seus olhos cor de água.
- Quem és tu?-perguntou o rapaz meio atarentado.
- Eu sou tu.-respondeu-lhe magicamente a mulher.
- Como será isso possível? Eu sou eu e estou aqui. Como podes tu ser eu?
-Pergunta á tua mãe. A mãe tem que saber tudo acerca do filho e o filho acerca da mãe.
O rapaz pensou antes de responder. Ele havia fugido de casa e não o queria admitir. Quando ele decidiu contar a verdade a mulher estava a voltar para dentro do cacto. O rapaz seguiu-a e foi parar a um mundo distante. A um mundo completamente branco...
O rapaz viu imensas mulheres. Umas gordas, outras magras, outras altas, outras baixas. E lá no fundo, bem no fundo, uma mulher a chorar. Chorava, chorava e não parava de chorar. O rapaz olhou bem e viu a sua mãe. Depressa ele tentou atravessar a barreira que os separava mas sem sucesso. Após um dia inteiro de tentativas chorou pela sua mãe. Finalmente conseguiu ir ter com ela e tudo acabou bem.